Papa João Paulo II

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 - História Básica do Papado
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Papa João Paulo II - Uma Breve Biografia
Papa João Paulo II nasceu em 1920 em Wadowice, na Polônia, uma pequena cidade nos arredores de Cracóvia. Seu nome de nascimento era Karol Józef Wojtyla. Durante a ocupação nazista, ele estudou para o sacerdócio em um seminário clandestino de Cracóvia que era dirigido pelo arcebispo. Após a Segunda Guerra Mundial, ele continuou seus estudos no seminário até sua ordenação sacerdotal em 1946. Em 1958, foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia pelo Papa Pio XII. Em 1964, foi nomeado Arcebispo de Cracóvia pelo Papa Paulo VI, o qual fez dele um cardeal em 1967. Ele foi eleito para o papado em outubro de 1978 e faleceu no dia 2 de abril de 2005.

Papa João Paulo II - Infalibilidade
Papa João Paulo II, como muitos Papas antes dele, foi geralmente considerado pelos católicos como o soberano "Vigário de Cristo", o representante de Cristo aqui na terra. Acredita-se que esse privilégio inclui um certo grau de infalibilidade, ou seja, que sempre que o papa fala (em sua capacidade oficial) sobre questões de fé e moral, podemos ter certeza de que seus ensinamentos estão isentos de erros. O Concílio Vaticano I (1869-1870) ratificou oficialmente a infalibilidade papal em 1870, mas, de acordo com eles, essa infalibilidade deve ser aplicada a todos os Papas anteriores. O Concílio Vaticano II (1962-1965) reafirmou a infalibilidade papal com a declaração: "Nós cremos na infalibilidade de que usufrui o Sucessor de Pedro quando esse fala 'ex cathedra' como pastor e mestre de todos os fiéis, uma infalibilidade da qual todo o Episcopado também usufrui quando exerce com ele o magistério supremo" (Concílio Vaticano II, vol. 2, p. 392). O "sucessor de Pedro" refere-se ao Papa e "ex cathedra", expressão latina para "do alto da cadeira", refere-se a ele falando em sua capacidade oficial.

A infalibilidade papal é uma questão de disputa entre cristãos e existem muitos sites a favor e contra. Alguns sites são mais objetivos do que outros. A fim de encerrar o debate, escrevemos este site como uma fonte objetiva para o buscador sincero. Encontre a seguir uma citação ilustrativa do tratado de Eric Tuttobene e Greg Loren Durand, intitulado Ex Cathedra: An Historical and Scriptural Analysis of Papal Infallibility1, o qual cita acontecimentos históricos específicos, todos os quais têm uma influência direta sobre essa controvérsia. Esperamos que a consideração destes eventos resolverá o problema de uma vez por todas.

"Victor I (189-199) aprovou o Montanismo pela primeira vez em 192 e depois o condenou. Honório (625-638) ensinou a heresia do Monoteísmo, a qual negava que Cristo possuía duas naturezas distintas - a humana e divina. Mais tarde, ele foi condenado como herege pelo Terceiro Concílio de Constantinopla em 680. Marcelino (296-304) entrou no Templo de Vesta e ofereceu incenso à deusa pagã. Libério (352-366) concordou com a condenação de Atanásio, o 'grande defensor da a Divindade de Cristo' e fez uma profissão de arianismo a fim de poder regressar do exílio e ser reintegrado à sua posição. ... Gregório I (590) declarou que qualquer um que não acreditasse que fosse necessário tomar o pão e o vinho na missa deveria ser excomungado; Inocêncio III (1215) afirmou que quem acreditasse que fosse necessário deveria ser excomungado. Pascoal II (1099-1118) e Eugênio III (1145-1153) autorizaram o duelo; Júlio II (1503-1513) e Pio VII (1800-1823) o proibiram. Adriano II (867-872) declarou que casamentos civis seriam válidos; Pio VII os condenou. Sisto V (1585-1590) publicou uma edição da Bíblia e recomendou que fosse lida; Pio VII condenou a sua leitura, alegando que a edição continha muitos erros. Clemente XIV (1769-1774) aboliu a ordem dos jesuítas; Paulo III (1534-1549) a permitiu e Pio VII a restabeleceu. A lista de tais erros é bastante longa, mas os exemplos anteriores suficientemente provam nosso ponto. "

O ponto que desejamos transmitir através da citação acima é que ao longo dos séculos uma série de Papas contradisse outros Papas em questões de fé e moral. Estas contradições devem resolver a questão da infalibilidade papal de uma vez por todas: como pode uma declaração infalível contradizer uma declaração igualmente infalível?

Papa João Paulo II - Contra a Inquisição
O próprio Papa João Paulo II não concordou inteiramente com todos os seus antecessores. Ele declarou que a Inquisição, criada por uma bula papal sob Sixto IV (1471-1484), foi o "maior erro na história da Igreja."2

Papa João Paulo II foi sem dúvida um homem visionário maravilhoso. Antes dele, houve Papas santos e Papas injustos. No entanto, nunca houve Papas infalíveis. "Dirigindo-se à 85 ª Congregação Geral do Conselho do Vaticano em 1870, na qual o Papa Pio IV declarou que o papado era infalível, o Bispo Joseph George Strossmayer da Alemanha3, juntamente com 21 arcebispos e sessenta e quatro bispos, anunciou: 'Veneráveis irmãos... história levanta sua voz para garantir-nos que alguns papas de fato cometeram erros.' Quando as evidências acima são tomadas em consideração, as palavras de Strossmayer parecem ter sido uma espécie de atenuação. Ele continuou dizendo: 'Oh, veneráveis irmãos, manter tal enormidade seria trair Cristo pior do que Judas. Voltemo-nos então para os ensinamentos dos Apóstolos, pois sem eles temos apenas erro, escuridão e tradição falsa.'4 Como seria esperado, Pio IX ordenou que Strossmayer retirasse suas afirmações 'hereges' sob a ameaça de excomunhão dele e de seus partidários. Infelizmente, Strossmayer consentiu."5

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Footnotes:

  1. www.crownrights.com/infallibility
  2. Eric Tuttobene and Greg Loren Durand, Ex Cathedra: An Historical and Scriptural Analysis of Papal Infallibility.
  3. Strossmayer era na verdade da Croácia mas nasceu a uma família de imigrantes alemães, sendo assim de descendência alemã.
  4. The Catholic Encyclopedia, v. XIV, p. 316.
  5. Eric Tuttobene e Greg Loren Durand, dEx Cathedra: An Historical and Scriptural Analysis of Papal Infallibility.


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